O regime fascista em Itália

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1. O Regime Fascista em Itália A Itália em crise A Itália, no decorrer da 1.ª Grande Guerra, sofreu consideráveis perdas humanas e materiais. Mas, apesar de fazer parte do grupo dos países vencedores, não tinha recebido grandes recompensas. Por isso, continuava a reivindicar territórios vizinhos (Fiúme, Dalmácia) que lhe tinham sido prometidos pelos Aliados. Por outro lado, nos inícios da década de 1920, o país atravessava uma grave crise económica e financeira. A agricultura e a indústria tinham perdido importância, a inflação e o desemprego eram elevados. O défice do Estado aumentava. A Itália era, então uma Monarquia Parlamentar. Entre junho de 1919 e fevereiro de 1922, o país foi dirigido por quatro governos. Por isso, a instabilidade política levou ao descrédito do regime liberal, muito criticado por um partido da extrema-direita, o Partido Nacional Fascista. Mussolini alcança o poder Face à incapacidade dos governos para resolver a crise, o descontentamento atingiu todas as camadas sociais: ● os camponeses , à espera de uma reforma agrária, apoderaram-se das terras; ● os operários , desencadearam greves e ocuparam fábricas; ● as classes médias e a burguesia , preocupadas com a insegurança e a agitação nas ruas, temiam que se implantasse em Itália um regime semelhante ao da Rússia (comunismo).A situação foi aproveitada por Mussolini, fundador do Partido Nacional Fascista. Mussolini prometeu repor a ordem em Itália e satisfazer reivindicações das classes sociais. De imediato, organizou grandes comícios de exaltação nacional e sedes dos sindicatos e dos atacou as partidos de esquerda. O Partido Nacional Fascista foi ganhando adeptos e visto como a única força capaz de salvar o país. Em 1922, perto de 30 000 “camisas negras” avançaram sobre Roma. O rei Vitor Manuel III, receoso de uma guerra civil, convidou Mussolini a formar governo. Durante 2 anos, os fascistas perseguiram e eliminaram os opositores. Nas eleições de 1924, Mussolini, após uma campanha de grande intimidação, conseguiu a maioria absoluta dos votos. De seguida, instaurou uma ditadura fascista. Caraterísticas do Fascismo Mussolini estabeleceu, em Itália, uma ditadura fascista. Este regime, que vigorou entre 1925 e 1945, tinha como caraterísticas: 1. Concentração de poderes no chefe do governo: ●Mussolini dispunha dos poderes executivo e legislativo (o rei e o parlamento tornaram-se figuras simbólicas); Duce, que se torna objeto de culto. 2. Estado totalitário: ● a administração pública é controlada e todos se submetem ao ● os partidos políticos foram proibidos, apenas se admitindo a existência do Partido Nacional Fascista (partido único); ● foi criada uma Polícia Política (OVRA – Organização para a Vigilância e Repressão do Antifascismo); ● foi estabelecida a censura e controlada a imprensa, a rádio e o cinema; as liberdades fundamentais foram anuladas em nome do princípio “Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”. 3.Nacionalismo – o regime fascista fazia apelo aos valores nacionais, em torno dos quais todos os italianos deviam estar unidos; 4.Corporativismo – os operários e patrões associaram-se em corporações, controladas pelo governo, pelo que os sindicatos livres e as greves foram proibidas e os salários controlados. A obra do Fascismo Mussolini procurou fazer da Itália uma potência económica. Para isso, com vista a tornar o país autossuficiente, tomou as seguintes medidas: ● Desenvolvimento da agricultura – aumento da produção do trigo, através da “batalha do trigo” e da conquista de terras pantanosas; ● Construção de grandes obras públicas – lançamento das primeiras autoestradas, eletrificação das vias férreas, construção de centrais hidroelétricas e de edifícios públicos; ● Desenvolvimento da produção nacional – criação de indústrias (siderúrgica, armamento); proteção dos produtos italianos, através da aplicação de taxas alfandegárias sobre os produtos importados.Mas, Mussolini procurou, também, criar um Império e afirmar-se internacionalmente. Neste sentido: ● conquistou a Etiópia (1936); ● interveio na Guerra Civil de Espanha (1936-1939); ● participou na 2.ª Guerra Mundial (1939-1945).